Projeto resgata mais de 100 crianças em Manaus

Robson (nome fictício) fugiu de casa e agora está sendo atendido no programa (Divulgação – Agecom )

 

O projeto “Criança Cidadã”, implantado em 2008 pelo Governo do Estado, está mudando  a vida de crianças e adolescentes moradores de rua. Em menos de quatro anos de funcionamento 119 meninos e meninas foram reinseridos nas famílias e voltaram às salas de aula com a ajuda do programa, coordenado pela Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas).

O Criança Cidadã consiste no trabalho diário de abordagem em ruas, pontes, passarelas e casas abandonadas, de crianças  e adolescentes que apresentam situação de vulnerabilidade. Trinta assistentes sociais, psicólogos e socioeducadores realizam o trabalho de convencê-los a participar de atividades recreativas, esportivas, educacionais e culturais que acontecem na Casa de Acolhida.

O projeto realizou também mais de mil atendimentos psicossociais às crianças e seus familiares, além de oferecer atividades sócioeducativas, visitas domiciliares e reuniões com as famílias.

A Casa de Acolhida possui hoje  sete abrigados permanentes e 23 em situação intermitente, isto é, transitando entre as ruas, casa dos pais e o Criança Cidadã.  Até junho, 32 crianças  retornaram aos seus lares e se encontram regularmente matriculadas na rede pública de ensino e incluídos nos programas Estadual Jovem Cidadão e Bolsa Família do Governo Federal.

Robson, 15, é um dos sete que  estão em processo de reaproximação da família.

“Aqui no projeto eu posso fazer várias atividades como jogar bola, assistir filmes e passear. Também me sinto mais forte porque tenho me alimentado. Na rua eu não comia e as pessoas se aproveitavam de minha fraqueza para me espancar. Hoje, tenho um lugar seguro para dormir e passar meus dias. Quero voltar a estudar e aprender a ler”, disse.

Motivação
Coordenadora do ‘Criança Cidadã’, Francilene Nascimento, explica que a negligência, desestruturação familiar, violência doméstica, dependência química e ameaças são os fatores mais comuns que levam a criança e o adolescente a se submeter a vida nas ruas. “Aqui nos identificamos essas condições e trabalhamos para tentar ajuda-los”, diz.

Fonte: Acritica.com

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